Goiás fomenta trabalho de agricultores

Por yongkiet
Por yongkiet

Com títulos de terra, produtores podem realizar investimentos

Em todo território brasileiro, há inúmeros agricultores aguardando pelo título definitivo da terra, exemplo disso, é o casal Wagner Mendes e Edilamar Caetano, que também passaram por essa fase na zona rural do município de Rio Verde em Goiás.

O casal esperou 26 anos para receber o título e explicam, “depois desse tempo todo, muitos desistiram, mas nós não. A gente sempre foi da roça e viveu trabalhando na lavoura. Desde que chegamos aqui, começamos a plantar. Primeiro compramos umas vacas, mas não dava renda, porque a terra era fraca. Então, a gente corrigiu a terra e começou a plantar. Agora, ficou uma beleza”.

No terreno, de 34 hectares, a família produz milho e soja, vendidos para empresas da região e de outros Estados. São colhidas cerca de 1.500 sacas de soja e outras 2.500 sacas de milho por safra.

Hoje, com o título da terra, os planos são de investir na propriedade, que ficará para os filhos e netos. “Agora, é um documento definitivo, que prova que é nosso. A gente vai conseguir fazer um financiamento com juros mais baixos, para melhorar as coisas, e ter mais segurança para os filhos, com a garantia de que eles vão ter um lugar para trabalhar”, conta o produtor.

A família também tem criação de suínos e aves. Uma parte da pequena produção é para consumo próprio e a outra é vendida na vizinhança, o que garante uma renda extra. “Isso aqui é a melhor coisa que existe no mundo para quem quer trabalhar como nós. A gente tinha muita vontade de ter uma terra, mas nunca tivemos condição de comprar. Com a chegada do título, estamos realizando um sonho”, afirma Wagner Mendes.

Novos investimentos
Em outra propriedade, Maria de Lourdes e Waldecir Mota, também não escondem a felicidade de finalmente ter recebido o título da terra, após 12 anos de espera. O sustento da família vem do plantio do milho safrinha e da soja, a colheita dos dois produtos rende cerca de 1.500 sacas por safra, que são vendidas para uma cooperativa local.

O casal conta que está fazendo algumas aplicações na propriedade e revela, ainda, que vai investir em uma atividade iniciada recentemente, mas que já está dando um bom retorno, a produção de queijo muçarela.

O casal tem uma criação de gado leiteiro, com produção média de 80 litros de leite por dia. A maior parte vai para fabricação de queijo.

Outros casais também foram contemplados com a chegada do título e poderão investir nas terras com mais facilidades por conseguirem liberação de créditos mais altos e juros mais baixos.

Fonte: MAPA adaptado pela equipe feed&food.

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